Projetos de novas barragens voltam a preocupar região

July 11, 2019

 

Após três anos, voltou à tona, nas últimas semanas, um assunto que já preocupou muito alguns municípios da região, a instalação de usinas hidrelétricas no rio Uruguai. A pauta foi tema de uma reunião, no fim do mês de junho, do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), que reuniu lideranças de Pinheirinho do Vale, Caiçara e Vicente Dutra, do lado gaúcho, e de Mondaí, São João do Oeste e Itapiranga, do território catarinense, ambos municípios que seriam atingidos pela Usina Hidrelétrica (UHE) de Itapiranga (SC). O encontro ocorreu no antigo Colégio Agrícola, da comunidade de Sede Capela, na cidade itapiranguense.

De acordo com Pedro Melchiors, da coordenação nacional do MAB, o motivo da nova mobilização do movimento se deu em razão de uma nova empresa estar autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a fazer o estudo de viabilidade da usina. “A antiga empresa que estava fazendo este estudo de viabilidade técnica da UHE acabou desistindo após ser investigada na Operação Lava-Jato. Então, desde 2016, não havia mais nenhum movimento. Contudo, com este fato novo, resolvemos nos reunir novamente para alertarmos os municípios sobre qualquer ação que possa estar sendo desenvolvida”, explica.

Construção da hidrelétrica Garabi-Panambi ameaça Salto do Yucumã

 

Outra notícia que está preocupando as lideranças regionais é a retomada do projeto da hidrelétrica Garabi-Panambi, que poderá submergir cerca de 63 hectares do Parque Estadual do Turvo, incluindo o Salto do Yucumã, a maior queda d’água longitudinal do mundo, com 1,8 mil metros de extensão. O projeto deverá ser apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro ao líder argentino Macri, em busca de um acordo para viabilizar a construção, que abrange os dois países.

O tema foi discutido em reunião da Associação dos Municípios da Grande Santa Rosa (AMGSR), com participação também de prefeitos das Missões (AMM) e da Região Celeiro (Amuceleiro).

O prefeito de Derrubadas, Alair Cemi, comenta a preocupação com os prejuízos ambientas e econômicos para toda a rota do Yucumã. “Com todos os estudos que vêm crescendo sobre energia solar e eólica, de ser o futuro da geração de energia elétrica no mundo todo, será que esse investimento de R$ 15 bilhões não deveria ser nisso? Onde nada do nosso meio ambiente seja prejudicado, devemos repensar”, finaliza.

 

 

 

 

 

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