Dia do Homem: Tratamento garante mais qualidade de vida

July 15, 2019

 A apneia obstrutiva do sono, condição cada vez mais comum, mas muitas vezes não percebida ou não tratada, pode resultar em má qualidade de vida, risco de desenvolver doenças cardíacas, AVC, diabetes e até mesmo câncer, e talvez o mais importante de tudo: um risco triplicado de sofrer um acidente automobilístico, frequentemente fatal. O distúrbio atinge cerca de 9% das mulheres e 24% dos homens, a maioria deles de meia-idade ou mais velhos e, mesmo assim, quase nove em cada 10 adultos com essa condição tratável permanecem não diagnosticados, de acordo com a Academia Americana de Medicina do Sono. Para dar detalhes sobre a apneia, como sintomas, consequências, diagnóstico, entrevistamos a cardiologista Alice Zanella Schmalfuss. Confira!

AU: O que é a síndrome da apneia obstrutiva do sono?     

Alice Zanella Schmalfuss – A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é definida como a obstrução completa ou parcial das vias aéreas superiores durante o sono, resultando em períodos de apneia (ausência de respiração) e, consequentemente, queda da oxigenação do sangue e despertares frequentes.

AU: A apneia pode ter consequências mortais?

Alice – A SAOS tem sido associada ao aumento da mortalidade e morbidade cardiovascular. Pode contribuir para desenvolvimento de hipertensão arterial, arritmia cardíaca, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico.

AU: Quais os sintomas?

Alice – Os principais sintomas são ronco alto, episódios de engasgo frequentes e sonolência diurna excessiva. Perda de memória, depressão e impotência sexual também são comuns.

AU: Acomete mais homens ou mulheres?

Alice – Acomete mais homens com sobrepeso/obesidade, idosos, pessoas com aumento da circunferência do pescoço e portadores de alterações craniofaciais e obstrução nasal.

AU: A obesidade contribui para aumentar a apneia?

Alice – Sim. Pacientes obesos apresentam maior chance de ter SAOS. Aproximadamente 40% das pessoas obesas apresentam SAOS. O consumo de álcool e de medicações sedativas também contribuem.

AU: Como é feito o diagnóstico?

Alice – É necessário a observação noturna do paciente. O teste definitivo é a polissonografia noturna, que consiste no estadiamento do sono e monitoramento respiratório. Pacientes com SAOS apresentam cinco ou mais eventos de apneia e/ou hipopneia por hora de sono durante o exame.

AU: Como ela pode ser tratada?

Alice – O tratamento inclui o uso de máscara de pressão positiva contínua (CPAP) na via área superior durante o sono, placas de avanço mandibular, tratamento cirúrgico do processo obstrutivo em casos selecionados e redução do peso em indivíduos com sobrepeso ou obesidade.

AU: Que consequências a apneia tem no organismo?

Alice – Se não tratada, a SAOS pode ocasionar prejuízos importantes, como o aumento de doenças do coração, depressão, acidentes automobilísticos devido sono excessivo e falta de concentração, e perda substancial da qualidade de vida.

AU: Como saber se tenho o problema?

Alice – Geralmente os companheiros/companheiras relatam a ocorrência de ronco, de períodos de apneia (ausência de respiração) e períodos de agitação durante o sono. É fundamental estar atento aos sintomas e procurar o médico para realizar o diagnóstico e o tratamento adequado.

 

Colaboração:

Alice Zanella Schmalfuss

Cardiologista – formada pelo hospital Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre

Diretora Clínica na OftalmoCor – Clínica de oftalmologia e cardiologia

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

© 2019 por "Grupo SBC de Comunicações". Portal de Divulgação.

AREA DE ADM

Estudio

Rodeio Bonito-RS

   

(55) 9 9906-4916

Av. do Comercio, 466

Centro

Rodeio Bonito-RS

CEP:98360-000

Estudio

Planalto - RS

   

(55) 9 9956-8568

Av. Presidente Vargas, 828

Centro

Planalto - RS

CEP:98470-000

Estudio

Chapecó - SC

   

(49) 9 9926-9754

Rua Corruira, 490

Efapi

Chapecó - SC

CEP:89809-750