FAMILIAR DENUNCIA SANTA CASA APÓS INSTITUIÇÃO DAR ALTA PARA PACIENTE EM ESTADO TERMINAL.

July 16, 2019

 

A alta dada a uma paciente acamada e em estado terminal virou caso de polícia na última sexta-feira (12/07). Eva Marlene Maciel, de 63 anos, ficou cerca de 10 meses internada no Hospital de Santa Casa de Caridade de São Gabriel e em estado vegetativo, necessitando de cuidados específicos e equipamento de oxigênio contínuo.
Há uma semana, a direção do hospital informou ao responsável pela paciente (o ex-marido dela, João Sérgio Benke Maciel) que ela teria que ser retirada do hospital. Ele alega que ficou, por uma semana, sendo pressionado psicologicamente a colocar em prática a remoção da paciente, mesmo quando ainda não tinha encontrado vaga em um local adequado para dar continuidade ao tratamento de saúde.
O representante comercial disse que foi surpreendido, na sexta-feira (12/07), com a notícia de que Eva Marlene estava deixando o hospital e sendo encaminhada para a residência de uma profissional que atua como cuidadora. Todo esse procedimento aconteceu sem autorização do seu tutor. João Sérgio ainda estava em tratativas com a direção do Abrigo Espírita Manuel Viana de Carvalho para a sua internação.
João Sérgio acusa a instituição hospitalar de determinar a alta da paciente sem fornecer prescrição médica informando as medicações que deveriam continuar sendo ministradas e a sem documentação “comprovando” que autorizou a sua alta hospitalar. Além disso, na visão dele, o hospital colocou em risco a vida da paciente, pois deslocou Eva Marlene para uma residência que não estava equipada para atender as necessidades básicas para manter a paciente com vida.
Segundo ele, Eva Marlene poderia não ter sobrevivido. A diretora do Abrigo Manuel Viana de Carvalho assinou um documento atestando que a paciente deu entrada na instituição sem prescrição médica e sem alta hospitalar.
No papel, ela explica que a paciente foi trazida da casa da cuidadora, para onde foi encaminhada após ter sido enviada pela Santa Casa de Caridade sem autorização do seu tutor João Sérgio Benke Maciel. “A paciente necessita de vários cuidados especializados.
Ela foi abrigada pelo senso humano de caridade de melhor atender as pessoas necessitadas. Como não havia sido fornecido prescrição médica, a paciente ficou sem receber medicamentos”, escreveu a diretora.
A prescrição médica foi liberada pelo hospital no começo da noite de sexta-feira (12/07). As medicações começaram a serem ministradas a partir das 21 horas daquele dia.
Para João Sérgio, a situação foi de constragimento. “Foi muito humilhante a situação, da forma que a Santa Casa de Caridade liberou a paciente, colocando numa ambulância e mandando embora. Na verdade (desovada), sem alta hospitalar assinada e sem prescrição médica. Esta é a forma que são tratados os pacientes do SUS na Cidade de São Gabriel”, acusou João Sérgio.
Ele alega que a retirada da paciente do hospital teve consentimento da assistente social que trabalha na instituição e do corpo clínico. “Quero levar essa ocorrência policial às autoridades de saúde do Estado do Rio Grande Do Sul e Brasil e, ao mesmo tempo, solicitar uma sindicância, alertando para o descaso do sistema de saúde da Santa Casa de São Gabriel”, argumentou.
Eva Marlene é uma paciente acamada em fase terminal e que necessita de medicações, oxigênio contínuo (oxigenoterapia domiciliar), sondas para alimentação e necessidades fisiológicas, e todo esse processo foi interrompido com a falta de prescrição para uso contínuo.

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