Pulso Firme: negados mais três pedidos do MP para manter presos no sistema federal


A Justiça negou mais três pedidos do Ministério Público para manter, em penitenciárias federais, criminosos gaúchos transferidos pela Operação Pulso Firme, em 2017. Até agora, de 17 processos, cinco foram indeferidos, pelas Varas de Canoas e Novo Hamburgo. O MP vai recorrer, enquanto os demais seguem em análise.

Os processos negados hoje envolvem os detentos Anderson Bueno Martins e Leonardo Ramos de Souza, que tiveram a situação analisada pela Vara de Execuções Criminais (VEC) de Novo Hamburgo. O terceiro preso é Juliano Biron da Silva, julgado pela VEC de Canoas. Além desses, foram indeferidos, na semana passada, os pedidos que envolvem Wagner Nunes Rodrigues e Risclei Bueno Martins, ambos também da VEC de Novo Hamburgo.

Em fim de junho, o MP encaminhou 17 pedidos de renovação da transferência. Os 12 restantes ainda devem ser julgados pela Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre. Do total, nove detentos cumprem pena no Presídio Federal de Porto Velho (Rondônia), sete em Campo Grande (Mato Grosso do Sul) e um em Mossoró (Rio Grande do Norte).

Em julho do ano passado, o MP solicitou a renovação da transferência de 24 presos ao Judiciário gaúcho. Em primeira instância, a Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre negou o pedido a 17 desses presos – decisão que acabou revertida pelo Tribunal de Justiça, após o órgão recorrer.

Operação Pulso Firme

A Operação Pulso Firme desencadeou a transferência de 27 presos ligados ao crime organizado para o sistema penitenciário federal em 28 de julho de 2017. A maioria cumpria pena na Cadeia Pública de Porto Alegre (antigo Presídio Central) e na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas. Mais de 3 mil agentes de diversos órgãos e instituições participaram da ação.

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