Lasier acusa governo de comprar votos para eleger presidente do Senado


Ao usar a tribuna, na tarde desta segunda-feira, (1º) como candidato a presidência do Senado Federal, o senador gaúcho Lasier Martins (Podemos) acusou o Governo Federal de estar comprando votos pela eleição do candidato Rodrigo Pachedo (DEM), que tem apoio do Palácio do Planalto. Segundo ele, a liberação seletiva de R$ 3 bi em emendas parlamentares é prova inconteste da compra de votos e interferência do Executivo no Congresso.

Lasier Martins se candidatou à presidência do Senado para utilizar o espaço e fazer as críticas em relação a forma como o Executivo trata o parlamento e também ao presidente que se despede do cargo, senador David Alcolumbre. Para Lasier, Alcolumbre não cumpriu o regimento interno, tomou decisões sozinho, sem consultar os membros da Mesa e o colegiado. Por esta razão, uma das propostas de Lasier, é a reforma no regimento, para corrigir distorções.

A sessão que vai definir o próximo presidente do Senado está acontecendo neste momento. Os cinco candidatos à presidência usam espaço de 10 minutos para apresentar suas propostas. A votação acontece em seguida, será secreta, por voto de cédula.

Proclamado o resultado, o eleito toma posse e define a realização de uma segunda reunião preparatória, dessa vez para a escolha dos demais integrantes da Mesa: dois vice-presidentes e quatro secretários (com os respectivos suplentes). O segundo biênio da 56º Legislatura terminará em 31 de janeiro de 2023.

Cinco senadores anunciaram que disputariam a presidência do Senado para os próximos dois anos: Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Lasier Martins (Podemos-RS), Major Olimpio (PSL-SP), Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Simone Tebet (MDB-MS).

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